Sem LIBERDADE não há PERSONALIDADE!... e a função da moda é essa: lutar contra os preconceitos e EXPERIMENTAR tudo.
Agora irei falar de uma tendência muito marcante que trás para os looks nossas origens, antepassados, tribos, costumes... enfim, a moda contando a história de povos guerreiros que chamavam atenção por suas vestimentas (muito atuais, embora antigas) e por sua ousadia. Civilizações milenares, representam uma área muito interessante moda, principalmente pela riqueza de suas confecções e vestuários, e ampla possibilidade de formar looks diferenciadas. A moda étnica traz roupas desenhadas e simbologias.
A inspiração étnica foi imposta e enfatizada nos anos 1970. A palavra “étnico”, no linguajar dos fashionistas, foi criada para denominar as inspirações nos trajes de povos da América do Sul, África, Oriente, Pacífico e países com grande população camponesa. Portanto, a denominação não se refere somente aos povos indígenas e africanos. As roupas étnicas eram caracterizadas pela simplicidade e funcionalidade, com fundamento na utilidade dos vestuários. Outro movimento, porém, passou a utilizar a riqueza de detalhes como simbologia da inspiração e daí vieram as ricas estampas e adornos que conhecemos. Um dos principais nomes que consolidaram a tendência foi Yves Saint Laurent, com uma coleção primavera/verão de 1967, denominada “African Look”. Além da África, Saint Laurent também transportou suas clientes para o Peru, Marrocos e China sempre procurando criar elementos que resgatassem as culturas típicas dos povos tradicionais de cada região. Precursor de sua época, o estilista foi um dos primeiros a revolucionar a imagem formal dos anos 60 e introduzir o que ele chamava de “volta à natureza” trazendo as culturas mais primitivas para as roupas, tendência que teve seu ápice nos anos 70. Este retorno foi uma herança do movimento hippie, que elegia os ícones de culturas distantes como representativos de suas vestimentas, posteriormente adaptada por estilistas como item de glamour no mundo fashion.
Hoje, a moda étnica é muito mais do que materiais e adornos ela é vista nas estampas. Pouco importa o tecido, recorte ou acabamento, o principal é representar o povo escolhido através dos desenhos impressos nas peças de vestuário. Aposte nesse look !! Além de muito bonito é muito vasto em possibilidades de combinações e também uma forma elegante de ver a nossa história. Podemos diferenciar alguns povos por detalhes em estampas como :
Asteca: o triângulo é a principal forma geométrica que aparece na estampa.
Batik: o índigo, marrom e branco são as cores tradicionais e são totalmente naturais, e remetem aos deuses hindus Brahma, Vishnu e Shiva. O tecido ganha estampas únicas em algumas áreas, e as que não são tingidas são devidamente protegidas com cera. Ah, e todos os desenhos são únicos e feitos à mão.
Ikat: a palavra é original da Indonésia, mas pouco se sabe sobre a real procedência da estampa, que foi popularizada na Colômbia e em outros países sul americanos. Sua técnica é semelhante ao tie dye (devido ao borrado das bordas) com tingimento feito nos fios, e quando são tecidos ganham diferentes combinações.
Navajo: com certeza a mais famosa entre a gente, é oriunda da tribo homônima norte americana. Mistura grafismos de todos os tipos e cores, que lembram as tramas das cestas produzidas por eles. Mas elas ficaram famosas mesmo estampando as famosas mantas tecidas pelos nativos da tribo, com variação bem semelhante no Peru a que chamamos deponchos.
Agora com essas dicas ficou mais fácil vc acertar no look !! Abuse e use gata !!










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